A Comunidade para o Desenvolvimento Humano realiza ato contra a invasão do Iraque e a socialização do ato final da Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência
Na semana do aniversário de 7 anos da invasão do Iraque, iniciada em 20 de março de 2003 por meio de uma aliança impulsionada entre os Estados Unidos da América e o Reino Unido e com a participação muitas outras nações, conhecida como “ Coalizão”, o Movimento Humanista – MH, por meio de seus organismos internacionais que atuam em Rio Grande do Sul/Brasil, realizaram em Porto Alegre um ato pela retirada imediata das tropas militares dos territórios ocupados e contra todos tipo de violência, em especial neste ato contra a violência de Estado.
Além dessa temática, o encontro contou com uma apresentação sobre o encerramento e as perspectivas de continuidade da Marcha Mundial pela Paz e a Não Violência. Foram apresentados vídeos da viagem que deu a volta ao mundo e do ato final da marcha realizado em 2 de janeiro 2010 no Parque de Estudo e Reflexão Punta de Vacas, aos pés das Cordilheiras dos Andes próximo da divisa da Argentina com o Chile. A marcha reuniu centenas de milhares de pessoas, mais de 3000 organizações, em 400 cidades de 100 países. Percorreu cerca de 200 mil km em 93 dias. Promoveu marchas, entrevistas, encontro com governantes e personalidades, atividades diversas em um total de mais de mil eventos realizados ao redor do mundo. O ato contou também com a intervenção teatral do grupo “A cambada de teatro em ação direta Levanta FavelA…”. O grupo realizou uma bem humorada crítica sobre como violência de Estado e dos meios de comunicações é exercida sobre as pessoas e os movimentos sociais. A dramatização fez referência ao assassinato de integrante do Movimento dos Sem Terras, ocorrido em 2009 no interior do Estado de Rio Grande do Sul. Eduardo Freire Santana, que desempenhou a função de coordenador da Marcha Mundial no Rio Grande do Sul, destacou a relação que existe entre esta violência institucional, de Estado, no local: que se observa na baixa qualidade da educação e da saúde pública, como também na violência policial exercida contra os jovens, negros, pobres em geral nas periferias e também sobre os movimentos sociais. Como também ocorre uma violência de Estado em nível global, como as guerras, invasões militares e a instalação de bases militares em território estrangeiro, por exemplo. Enquanto existir guerras e violência a Marcha Mundial continuará por meios dos organismos internacionais do Movimento Humanista e com o apoio de organizações parceiras dessa campanha histórica, disse Eduardo Freire. O evento contou ainda com a presença de Eduardo Mancuso, assessor de assuntos internacionais da Prefeitura de Canoas/RS, representantes do Gabinete da Deputada Mariza Formolo – PT-RS, representantes do Partido Humanista Internacional, a Casa do Poeta Riograndense o Centro Holistico Kamala entre outras organizações. Danielle Marques Dutra, participante de A Comunidade para o Desenvolvimento Humano, um dos organismos que impulsionou a Marcha Mundial, divulgou a campanha mundial: 10.000 voluntários Multiplicadores da Não-Violência Ativa lançada em janeiro de 2010, em Punta Vacas, logo após o ato final da Marcha Mundial e que vai até o próximo dia 21 de junho. A campanha em Porto Alegre terá uma ação permanente no Parque Redenção em todos os sábados de abril, sempre as 11h da manhã, os interessados podem entrar em contato com acomunidademundial@yahoo.com.br, informou Danielle.















