O que é um Comitê Promotor da Marcha?
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Os comitês são grupos de pessoas organizadas que querem participar ativamente da Campanha da Marcha Mundial. São formados por pessoas, organizações, personalidades e comunidades, apontando a uma grande diversidade e respeitando crenças, formas, idade e gêneros.
Todos podem formar um comitê. Para isso, é só se juntar aos mais próximos para conseguir um espaço físico que possa sediar as atividades localmente. Os espaços de funcionamento podem ser em escolas, universidades, locais de trabalho, conjuntos comerciais, bairros e em organizações políticas, sociais e culturais.
Cada comitê funciona como uma referência de ativismo e como um espaço aberto a todos os interessados. Um lugar onde as pessoas que quiserem participar mais ativamente da Marcha Mundial poderão pegar materiais, participar de encontros, elaborar projetos, e articular outras propostas.
Um comitê ativo se faz presente e existe porque as pessoas a sua volta tem referência no espaço, ou seja, ele não apenas sedia, mas também irradia a paz e da não-violência, e suas ações buscam um alcance cada vez maior, contando, inclusive, com os meios de comunicações locais.
Os comitês tem liberdade para criar e desenvolver diversas atividades que interessem ao grupo e à região onde se localiza, mas também estão sintonizados e apóiam as ações da equipe promotora internacional – que orienta a Marcha no âmbito global – e seguem os lineamentos e a direção geral da campanha e seu documento de fundação.
É importante que todos os comitês estejam sintonizados com os temas centrais da Marcha Mundial, que são:
- Conseguir o desmantelamento dos arsenais nucleares;
- Persuadir os governos a renunciar às guerras como meio para resolver conflitos;
- A redução progressiva e proporcional de armamentos;
- A assinatura de tratados de não-agressão entre países.
A Marcha Mundial é internacional porque hoje vivemos em um período histórico em que o mundo está intercomunicado, e qualquer ação em um ponto chega a todo o mundo. Por isso, os comitês da Marcha se estruturam como uma grande teia, integrados e sintonizados com as propostas essenciais da MM para que a sua mensagem seja tão potente que possa ser ouvida pelos governos. E que esses façam as mudanças necessárias para que tenhamos uma chance verdadeira de Paz, expressa em ações, não apenas em desejos.
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Não é nada complicado! Aqui vão algumas sugestões:
1) Convide pessoas à sua volta e busque um local para os encontros. Pode ser uma Associação, Escola, Biblioteca, Garagem, etc…
2) Faça um primeiro encontro para informar aos convidados do que se trata a Marcha Mundial.
Depois, é importante ter pelo menos um dia de encontro periódico, para que outras pessoas interessadas possam começar a participar e os que assumiram funções possam se encontrar e conversar.
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Para formar um comitê é necessário apenas ter um espaço e pessoas que possam estar disponíveis em horários fixos para atender os interessados em apoiar e participar.
Essa periodicidade é essencial para que o comitê possa ser uma referência clara de onde buscar a informação necessária.
A partir desses encontros, o conjunto de pessoas determinará que ações são mais adequadas à região em que estão situados, e o comitê também servirá como âmbito de para reuniões de articulação e planejamento dessas atividades.
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Com encontros semanais de 1h de duração, onde todas as pessoas que formam parte podem se colocar de acordo em ações, funções, prazos e em conjunto fazer um calendário para a semana.
Para que os comitês funcionem da forma mais potente possível, é interessante que esteja sempre aberto a mais propostas e iniciativas e que tenha pessoas cumprindo funções específicas para atender aos seguintes temas:
- Difusão nos meios de comunicação locais;
- Contato com as organizações sociais e políticas do local;
- Contato com gráficas e comerciantes que possam colaborar com impressão de materiais e demais formas de difusão que façam com que a Marcha seja parte do cotidiano de todos aqueles que vivem, trabalham e estudam naquele local;
- Que as atividades sejam constantemente repassadas pelo comitê para a equipe da agência de notícias para que possamos nutrir o site central e demais blogs e matérias com muita informação, fotos e vídeos.
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Essas são apenas sugestões, mas sabemos que, a partir da formação dos comitês, uma diversidade imensa de ações e novas idéias irão colaborar ainda mais para esse painel. Se, no prazo de um ano, conseguirmos que a não-violência não seja apenas um conceito, mas um sentimento incorporado, teremos alcançado nossos objetivos.
Em uma época em de tanta instabilidade, é necessário atentar para o que colabora com a vida, senão ficamos paralisados no medo e na insegurança. Certamente, esse é uma causa pela qual vale a pena se dedicar.
- Distribuição massiva de materiais (cartazes, folhetos, flyers, cartões)
- Produção de programas para rádio e TVs locais.
- Adesão dos comerciantes, instituições e organizações da região.
- Gerar blogs, TV web, listas de email, difusão pelo Orkut, colocação de vídeos no youtube, criação de baners eletrônicos, envio massivo de emails.
- Campanha com os comerciantes do bairro para que coloquem explicitamente em suas fachadas baners com os dizeres “Nós apoiamos a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência”
- Promoção de palestras, exibição de vídeos, debates, painéis, oficinas e fóruns com o tema da Paz e a Não-Violência.
- Eventos em geral, como shows, saraus, festas, almoços, jantares
- No caso do comitê estar sediado em escolas, também sugerimos a criação de Conselhos Permanentes pela Não-Violência, que possam continuar pelos anos seguintes. Também há uma campanha pela inclusão da matéria “Formação pela Não-Violência” como prática optativa.
- Em universidades, além das atividades supracitadas, sugerimos a criação de Laboratórios de Estudos e Práticas de Não-Violência ativa, em que os alunos coloquem seus saberes adquiridos em função de projetos em prol de uma sociedade voltada às necessidades humanas, não apenas às do mercado.